Alguns dias depois...
O calor voltou, as noites mal dormidas também, ainda esta noite dormimos de ventoinha. sempre nos refresca durante a noite. Hoje a manhã estava fresca e tenho a sorte de poder ter a janela aberta, sabe tão bem. Não me posso queixar mesmo.
Lembram-se da minha entrevista de emprego, a que recusei, pois que a minha amiga Teresa, tenho duas, mas é a que trabalhou comigo muitos anos e com quem dividi , tinha saído de um emprego que a estava a consumir física e psicologicamente, longe de casa, muitas horas e desgastante, saiu zangada com o patrão e com a vida, procurou ajuda e arranjou outro não emprego de escritório mas trabalho, duro, limpeza num edifico novo da Misericórdia e depois ficando a tomar contas de crianças nos intervalos e outros. Não estava feliz, não só pelo trabalho, mas pela companhia, enfim não interessa. Disse-lhe no dia em que decidi não aceitar a oferta para ela lá ir e falar sobre a vaga. Pois que foi, o senhor é até conhecido dela e família, vivem perto, e o senhor convidou-a a ficar. Ontem foi o primeiro dia de trabalho. à noite mandei-lhe uma mensagem, ligou-me, estava feliz a minha amiga, eu fiquei feliz por ela. Desejo-lhe o melhor da vida. Ao fim do dia recebeu um elogio, foi muito competente. Eu não faria melhor.
Acho que já vos falei da minha opinião sobre o programa ou roubalheira do "Volta", é má a minha, a nossa opinião lá em casa. Deixamos até de reciclar... discuti varias vezes com amigos, colegas e familiares a favor da reciclagem, sempre a fiz desde que o meu filho era bem pequeno, quando por cá a começamos a fazer. Mas estas coisas quando começam a envolver dinheiro despertam o pior do ser humano Tento ao máximo não comprar nada com Volta, mas há situações em que tem que ser mesmo. E acabei por juntar em casa três miseras garrafas, que depois passaram para o carro. Na sexta feira ao fim do dia fui ao Continente da minha zona e resolvi ir colocá-las na máquina pela primeira vez. Há duas máquinas e as duas estavam ocupadas por pessoas que tinham sacões de garrafas e latas. Fiquei no meio para ver qual dos dois acabava primeiro, punham garrafas, que vinham para trás, enchiam de ar e sopravam essas mesmas garrafas, enfim demoravam. Até que no momento em que um casal desiste e leva o material restante, que a máquina não aceitou, eu aproximo-me da mesma, nesse mesmo momento a máquina do homem do lado fica cheia e ele não pode continuar já ia em 13 euros e qualquer coisa, vejam a quantidade, vira-se para mim e diz, eu estava primeiro. Desculpe? Eu tenho três miseras garrafas e teria de esperar para ver se a sua máquina não ia encher? Eu não faço disto vida. O homem ficou possesso comigo. Claro que tem de esperar, Resmungou porque foi ao mesmo tempo que eu iniciava, que ele já lá estava que tinha prioridade, que a máquina encheu... a sério... ignorei-o e ele chamou-me antipática.
Eu compro garrafões de água, que vazios dou a um vizinho para encher de água da chuva para no verão regar a horta, quando ele não precisa reciclo-os, latas não compro, compro garrafas de vidro, excecionalmente compro, mas as coisas pequenas muitas vezes vão para o lixo mesmo a doer-me o coração, mas por raiva deste sistema que nos rouba a olhos vistos. Os supermercados enchem os bolsos. Os restaurantes...também ganham, nós os que ganhamos pouco dinheiro, pagamos e brigamos.
Nas fábricas, nos escritórios andam colegas a apanhar dos baldes do lixo para fazer dinheiro, e até a roubar garrafas das secretárias que deixam de um dia para o outro...Precisávamos disto?????
Li que alguns países voltaram atrás com o volta...Espero calmamente voltar a reciclar.
Fiquem bem....

