sexta-feira, 22 de abril de 2016

Não podemos dizer que tudo está bem...

Ontem ia no comboio para ir trabalhar, quando me telefona a enfermeira dos cuidados continuados que tem dado assistência ao meu pai, e diz-me que ele está muito amarelo r que ele deveria ir ao hospital, que poderia ser algo grave. Nunca estamos preparados para o que seja. Chego ao oriente, apanho outro combóio para trás e vou vê-lo imediatamente, que efectivamente estava amarelo, inclusive os olhos, mas no fim de semana não tinha achado. Ele não quer ir para o hospital porque se sente muito bem, lá o consigo convencer que é necessário ir fazer análises.
Chegamos ao hospital às 13:32 horas, pai tinha diabetes a 400, amarelo e repito tudo a enfermeira que as outras enfermeiras tinham dito, ela anota e dá ao meu pai pulseira verde , que o sitema utilizado de entrada nas urgências, o Sistema Manchester diz que deve ter uma entrada em 120 minutos. Esperámos cinco horas...entrámos para o gabinete médico a essa hora, o médico só mediu a tensão arterial e mandou fazer análises à urina e ao sangue. cinco minutos, meia hora depois sangue e urina recolhidos, teriamos de esperar duas horas pelo resultado. Achei melhor trazê-lo a casa para lhe dar medicação e jantar. Voltámos 1,5 horas depois. mais uma hora e vieram os resultados das análises, porque não esperei pelos mesmos e fui bater à porta do médico, que me olhou e disse ah, chegaram mesmo agora, já ia chamar (talvez???) pai nem entrou, agora vai fazer uma tac, levo o pai para a tac. Mais uma hora de espera. Bato outra vez na porta do médico, 23, 30 horas, ah chegou agora a tac, vou falar com os meus colegas para ver o que resolvemos. Meia hora chama-nos para irmos falar com o médico da cirurgia que estava com o de medicina interna a discutir onde deveriam colocar o meu pai, a páginas tantas a galhofa entre eles e as enfermeiras era tanta que eu sugeri trazê-lo para casa caso eles não se decidissem.
O médico da cirurgia, resolve dizer que fica com ele, e chama-nos, vai analisar o meu pai. Ficamos à espera cá fora. Fígado inchado, algo inconclusivo, que não deixa trabalhar bem, entre bílis, vesícula e pâncreas, algo que obstruí...e que o melhor é o pai ficar em SO para observação, ele não queria, coitadinho. Mas ficou, a minha mãe telefonou ao meu irmão que por acaso estava cá, e veio ter connosco. despedimo-nos dele, mandaram-no sentar numa cadeira, eu disse que o melhor seria uma maca até porque ele ia ficar toda a noite, ah, sim, sim, era o que íamos fazer, seria????
Saímos de lá era uma da manhã...




2 comentários:

  1. Temos que ter muita paciência nos hospitais. As melhoras rápidas do teu pai.

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  2. Amiga não sei como tens tanta paciência. Essas tuas histórias são de nos passarmos dos carretos! Coragem!

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