sábado, 4 de março de 2017

Ontem...

Não tive tempo de passar por cá, o que foi um bom sinal, porque cheguei do trabalho jantámos e o marido quis novamente ir à " Fábrica das palavras ", à Biblioteca de Vila Franca de Xira para mais uma JAM ás sextas, eu ainda me despi e vesti o pijama, mas como ele me diz eu não me posso deixar levar por esta tristeza, tenho de me animar, fomos e acabei por me sentir tão bem...
Ontem o dia de trabalho foi bastante agradável, mudei de sitio onde estava a trabalhar, talvez por isso me senti melhor, noutro ambiente, enfim melhorei um pouco.
Quero agradecer à Teresa, que não sei quem é mas deixou-me a informação de um texto que me podia ajudar, do Dr. António Coimbra Matos, que por ignorância eu nem conhecia, mas já li a entrevista duas vezes...
"restaurar a auto-estima ferida" penso que será por aqui que tenho de ir...que é a minha auto-estima que deixou de ser o que era. Mas eu vou conseguir, juro que não me vou dar por vencida.
Hoje também está a ser um dia diferente, mas venho mais logo contar-vos!
Tenham um bom sábado!!
Sejam felizes!
                                                                    

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Marina, o seu marido tem toda a razão, não se deixar levar pela tristeza já é, à partida, um passo no caminho certo, só que - e existe sempre um só que - talvez seja melhor marcar consulta com a/o sua médica/o de família, se entretanto e se se der o caso de ser necessário um acompanhamento por parte de um especialista, refiro-me a um psicólogo, a coisa é capaz de ser positiva, positiva no sentido de que ter ajuda logo no inicio pode ajudar a não entrar em depressões profundas, isto no caso de ser diagnosticada uma depressão. Depressão é diferente de tristeza. A tristeza passa, é uma fase, a depressão tem tendência a crescer, digo eu que já passei por uma bem feia quando a minha mãe morreu de cancro aos 58 anos de idade. Uma depressão que durou cinco anos, percebi que estava curada quando consegui finalmente dizer em voz alta a palavra "cancro" e associar a palavra "morreu" à minha mãe. Não é fácil a luta, mas a existir algum vencedor (embora neste contexto vencedor seja um termo estranho) que sejamos nós e não uma depressão qualquer.

      Beijinho e cuide-se :)

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  2. Amiga, não te quero ver em baixo. Força! Dias melhores virão, de certeza!
    Beijinhos

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  3. A Teresa agradece :)Eu sigo o seu blog nem sempre comento, mas tinha lido o seu post e a seguir, noutro blog que sigo vejo a indicação do artigo do Expresso e pensei que lhe podia ser útil! Por exemplo, nessa entrevista fiquei a saber que há lutos "normais" e "patológicos" e a diferença que isso faz na vida das pessoas!! Vem aí a Primavera:)

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  4. Que bom!! Fico muito contente! Tambem estou a ter um fim de semana diferente...depois conto.beijinho muito grande

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  5. Sei que costuma visitar o meu cantinho e eu também vou passando por cá. Percebo pelos seus textos que vive momentos difíceis, e não lhe vou dizer que se anime e que saia de casa porque isso é o pior que pode dizer-se a alguém que está profundamente triste.

    O que lhe digo é que há dias muito cinzentos, mas também há dias de sol. Frequentemente olhamos para a vida como um todo que pintamos de muitas cores ou apenas de cinzento escuro, cada vez mais escuro em alguns momentos. Porém, o que não fazemos porque demora muito a aprender a fazê-lo, é perceber que não podemos olhar para a vida que já vivemos e a que ainda temos pela frente como um único bloco. Assim, nunca enxergaremos as maravilhosas pequenas coisas bonitas que temos pelo meio de tantas outras tão feias. E, acredite, essas coisas bonitas existem com certeza.

    Há fases em que é mais difícil gostar de nós, da nossa vida, do que temos e em que é impossível parar de dar importância ao que não somos e ao que não temos. Por vezes precisamos de ajuda para conseguir parar de ver apenas o mau e começar a ver também o que é bom. Sobretudo o que é bom. Não é vergonha assumir isso e é importante para avançar, dar mais um passo em frente. Ninguém deve viver perenemente com dor. É preciso reaprender a viver, a abrir uma janela e a deixar entrar o sol.

    Desejo-lhe tudo de bom e espero que consiga ultrapassar esta fase má. ;)

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