domingo, 31 de janeiro de 2016

Não está a ser nada fácil...

Este fim de semana está a ser dificil, a minha mãe está desesperada, mas comigo pouco fala, penso ser eu que não a deixo falar. O meu pai está pior, mais frágil, tal como o achei ontem, hoje vi-o bem pior, fez uma fita enorme para se levantar e ir à casa de banho, mas não tem força nas pernas, não nos ouve, está com os diabetes mais altos. Hoje caiu na casa de banho, ela teve de chamar os vizinhos para a ajudarem, ligou-me a chorar. À tarde as amigas todas a dizer que ele deve ir para um lar, que ela não aguenta, mas ela não quer, ou será que quer e não me diz?
Eu não estou preparada para isto, não estou não, não sei o que fazer...
Parece que a culpa é minha...
O meu irmão telefona~lhe todos os dias mas não se manifestou, não quero ser eu a decidir...
Amanhã vamos a uma consulta de urologia, ao Hospital de V.F.Xira, vamos ver o que diz a médica , ele agora não está algaliado, mas não se sente a fazer xixi...usa fralda, mas está sempre a querer levantar-se para ir fazer, mas já fez na fralda e na roupa...
Por mais que pensemos que vamos fazer isto ou aquilo com os nossos pais, quando chega a hora...que fazer?

Quem me dera ir neste caminho sem fim...e nem sequer olhar para trás...


5 comentários:

  1. Coragem Marina, são situações muito delicadas, mas irão achar uma
    solução mais viável, boa semana, beijo amiga

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  2. Tens que ter calma e coragem.
    Já passei por isso e tivemos que colocar a minha mãe num lar. Vai fazer 3 anos que foi para lá. Custou-me imenso e ainda hoje, quando lá vou, venho destroçada, mesmo sabendo que lá está bem.
    Em casa não conseguimos tratá-los.
    Dói muito vê-los assim!

    Beijinhos.

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  3. Talvez seja possível encontrar uma ajuda para a tua mãe, ver que empresas ou apoios sociais existem por aí - por exemplo através da internet.
    um beijinho e força
    Gábi

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  4. Talvez seja possível encontrar uma ajuda para a tua mãe, ver que empresas ou apoios sociais existem por aí - por exemplo através da internet.
    um beijinho e força
    Gábi

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  5. Olá Marina. Não tenho vindo à blogosfera ultimamente, por falta de tempo mesmo. Li quando o teu pai foi internado, e não estou actualizada acerca da situação actual. Mesmo assim, e não sabendo se é uma situação viável para o teu pai, já ponderaste o recurso ao Serviço de Apoio Domiciliário? É que numa primeira fase, poderia ser mais fácil para os teus pais aceitarem esta situação (volto a frisar, se reunir condições para tal). Sei que não é habitual, mas na Instituição que dirigi, nos casos mais complicados chegávamos a ir ao domícilio 4 x por dia, por exemplo para muda de fraldas - não era o ideal, mas era o máximo que conseguíamos. Também dávamos alguma formação ao familiar. O utente tinha ainda apoio no domicílio de uma fisioterapeuta da Instituição. Quanto à enfermeira e médico, eram os do Centro de Saúde que iam ao domicílio do utente. Tive vários utentes que tiveram este apoio (que para ser franca fica bastante caro para a Instituição e não creio ser possível em todas as zonas) e só depois, quando não era possível a manutenção no domicílio, passavam para a valência Lar. Sempre tentámos ajustar os serviços da Instituição às reais necessidades do utente e esses cuidados personalizados faziam com que a transição para um Lar fosse bem mais fácil. Não sei se é possível, desconhecendo o caso, mas quem sabe se não é uma hipótese. Também não perdes nada em pedir informação acerca das respostas sociais possíveis para o teu pai. Porque não falas com a directora técnica de alguma IPSS da área de residência dos teus pais? Poderia dar-te umas luzes, mesmo que no final optes ou não por ter o apoio de uma instituição.
    Beijinho e as melhoras para o teu pai

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