sábado, 19 de setembro de 2015

Efectivamente...

Desde que sou casada que escolho e preparo a roupa para o meu marido...ele diz que é melhor eu fazê-lo para não dizer mal do que ele escolhe, pois... o certo é que é verdade, mas de vez em quando canso-me e tento que ele vá buscar a sua roupa, hoje foi o dia.
Ele saiu de madrugada para mais um passeio de bicicleta, eu como sempre fui assistir aos meus pais, as coisas do costume, compras, dentista, análises. Vim para casa limpar, lavar e arrumar. Filho foi almoçar com amigos, e eu mal almocei para tentar fazer o mais possível enquanto estava só. Chegaram perto da hora do jantar, já estava tudo pronto. Marido vai tomar banho, e pergunta-me, e roupa para mim? Eu respondo, hoje vais tu tratar disso. Ele senta-se em frente ao roupeiro, e diz que há anos que não mexe no mesmo nem sabe de que lado está a roupa dele, e resmungando tira uns calções quando queria umas calças e grita que agora já não sabe arrumar...não aguentei fui lá e tirei-lhe a roupa.
Mas fiz mal. Devia ser ele, mas o chato é que eu é que o habituei a isto. Fiquei chateada comigo mesma, mas ele não sabe conjugar cores, pode vestir roupas de verão com outras de inverno, é um desastre. Será que sou só eu assim? Será da nossa idade? Hoje em dia serão as jovens assim? Nahhhh.
Enfim agora deve ser tarde para mudar esta atitude...


Mas a minha roupa ninguém escolhe...
É que são quase 24 anos a decidir...o que ele veste...



3 comentários:

  1. Pois.....24anos é muuuuito ano!!!!!! E tem razão, habituou-o mal mas aqui entre nós,ele também gosta e com um bocado de vontade encontrava as calças!!! Afinal estavam no mesmo roupeiro!!! Agora é saber gerir a situação!!!

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  2. Pois, sou igual, já vai fazer 36 anos... nunca sabe o que deve vestir nem onde está, pala além de virar tudo. Depois é que resmungamos, nós é que fomos culpadas.


    beijinhos
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. Não tem a ver com a idade, Marina, terá a ver com formas de estar na vida. Eu, por exemplo, vi a minha mãe fazer igual toda a vida. Sempre que ia lá a casa aborrecia-me. Dizia-lhe para não o fazer porque marido é marido e filho é filho. Entretanto a minha mãe morreu e o meu pai teve que reaprender a viver. Aprendeu a cozinhar, aprendeu a usar electrodomésticos, aprendeu a comprar e a escolher a sua própria roupa. Nunca quis nenhuma empregada doméstica portanto tem que se desenrolar. Ainda tentou fazer comigo: ah e tal filha podes ajudar o pai... e eu ajudei, continuo a ajudar, mas não fazendo as coisas, antes ensinando-o a fazer tudo. Fico mais descansada por não ter um pai a depender de mim. Sei que se um dia eu desaparecer ele não precisa de ninguém. Não precisa de depender de ninguém. Isso sim, deixa-me muito mais descansada.

    PS: Já fui casada e o meu ex-marido também nisso era muito independente. Comprava a sua roupa, sabia cozinhar... um descanso :))

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