quinta-feira, 23 de março de 2017

Quando se está doente...

Há doenças que te proíbem de sair de casa, mas há doenças que te obrigam a sair de casa. Ora eu estou com uma depressão, talvez uma inicial, muito superficial, nada que me esteja a levar à loucura, porque eu não sou dada a cair, a deixar-me de rastos e também não tenho à minha volta quem me permita fazer isso, especialmente o meu marido, que ás vezes me chateia, verdade, não vale a pena pintar a manta mais que o normal, mas proíbe-me como se mandasse em mim, ele tenta, mas não consegue, ou quase consegue, adiante, obriga-me a sair, a falar quando não me apetece, a ir à rua vezes sem conta, chegando até a irritar-me as vezes com que me quer ver na rua. Depois de ter saído da médica, que me disse que ainda era cedo para voltar ao trabalho, arranjou logo maneira de se ver "livre de mim por dois dias". Mandou-me comprar um bilhete de comboio para o Porto, para ir te com o meu filho, passear no porto e regressar com ele, que viria de carro na quinta feira, hoje. Eu como gosto de passear e como estou a querer melhorar mesmo, assim o fiz.
Comprei um bilhete de intercidades, fiz uma malinha, apanhei o comboio para Vila franca de Xira, de lá o Intercidades, e ás 12.40 horas já estava em Campanhã. Procurei o metro e fui ter ao aeroporto onde o filhote me foi buscar. E lá fomos com direcção à zona ribeirinha do porto, que era aquela que eu tinha mais saudades. Mesmo com frio estava-se lá tão bem!!!
Almoçámos, mal e caro na Rua das Flores, mas faltou-me falara com a Maria sobre Tascas baratas...
Passeámos muito, fomos para o Centro onde o filhote anda no ginásio, esperei por ele e conheci todas as lojas. Fomos jantar juntos, ele foi trabalhar e eu fui dormir para casa dele.





























Aqui vai o filho para o ginásio, acabámos a jantar neste Centro Mira Maia, e ainda fui comprar uma almofada, que o filho só tinha uma!
Mas acabei o dia muito cansada, a medicação já por si me deixa mais lenta que o habitual, e depois de alguns dias sem nada fazer, dormi finalmente mais de seis horas seguidas!
Este foi o 1º dia

quarta-feira, 22 de março de 2017

Um dia sozinha...

Hoje foi um dia em que estive no meio de tanta gente, mas sozinha, passeei, pensei na minha vida, naquilo que quero, no que não quero, sobretudo quero continuar a ser a pessoa feliz que sempre fui, quero muito, vou lutar para isso. O meu marido outro dia disse-me que eu não estava a querer sair deste buraco, mas quero muito mesmo. Talvez não consiga ser a mesma pessoa, mas outra mais madura, ou diferente. Uma das coisas que quero mesmo é desvalorizar cada vez mais coisas e pessoas insignificantes e tóxicas. 
Valorizar-me cada vez mais a mim, não me inferiorizar, eu é que sei o que quero.
Mas o certo é que desde há uns anos atrás em que o comecei a fazer, deveria ainda ter feito uma maior escolha, deixar de estar sempre disponível para ajudar, para dar, agora sou eu e os mesmo, mesmo chegados. Hoje foi um bom dia!


SEJAM FELIZES!!!

terça-feira, 21 de março de 2017

Segunda...

Dia de medica, diz que ainda é cedo para sentir grandes melhoras, vamos com calma, mas a psicoterapia pode ser uma boa solução...animo, distrair, cabeça levantada. Mais uns dias de baixa.
Por isso o marido fez-me uma sugestão, que eu aceitei, mas só vos conto quinta feira, até lá vou andar por ai...desejem-me coisas boas!
Para já quero desejar as boas vindas à Primavera, que eu tanto gosto!






Até lá, sejam felizes!!!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Procissão do Senhor dos Passos de Alenquer

Esta é já uma Procissão com cerca de 350 anos de tradição, é organizada pela Irmandade de Santa Cruz e passos de nosso Senhor Jesus Cristo de Alenquer, é sempre celebrada no terceiro domingo da Quaresma.
Saí da Igreja da Misericórdia, percorre as principais ruas da vila, inclui a paragem e meditação de cinco estações da via sacra e termina na Igreja de São Francisco. O sermão do encontro tem por cenário a chegada da imagem do senhor Jesus ao Largo principal da Vila, Largo Espírito Santo, que aí se encontra com a imagem de sua mãe Maria Santíssima que sai da Igreja do espírito Santo e que constitui sempre um dos momentos mais tocantes e significativos.
Pergunto-me eu, como foi possível, durante todos os anos em que vivi no concelho de Alenquer nunca ter ido assistir a esta Procissão, talvez porque as coisas acontecem quando têm de acontecer, e este foi o momento da minha vida. o sermão foi sobre ser feliz ou infeliz com tudo o que se passa à nossa volta. Gostei. Sem dúvida, no próximo ano, se estiver bem lá estarei.